Adoração ao Senhor

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Baseado no Livro: “Ensinando Para Transformar Vidas”



Capitulo Sete: A Lei da Preparação Prévia.

“Há muitos professores que vão para a sala de aula totalmente despreparados ou preparados apenas em parte. São como mensageiros sem mensagem. Falta-lhes a energia e o entusiasmo necessários que, centralizado por direito, devemos esperar de seu trabalho”.

John Milton Gregory

A Lei da Preparação Prévia - Preparar o professor para ensinar e o aluno para aprender.

          A idéia da lei da preparação prévia se resume no processo do ensino-aprendizagem se torna mais eficiente se tanto professor como aluno estão previamente bem preparados. Isto tem a ver com um dos maiores problemas que os professores enfrentam: os alunos chegam à sala de aula “frios”, desmotivados sem a perspectiva de uma aula prazerosa.
         
Não devemos esperar pelo início da aula para despertar interesse nos alunos. Vamos antecipar, para que quando os alunos chegarem à sala de aula já venham com a mente em ação; então é só continuar.
          Ir despreparado para uma apresentação teatral ou a uma competição física é pedir que o fracasso ocorra, assim também é entrar em sala de aula sem preparo e principalmente sem a motivação e estratégia necessária para contagiar todos que ali estarão presentes. Nosso entusiasmo em ensinar tem que estar proporcionalmente nos alunos em aprender. E estimulá-los a isso tem que ser uma tarefa continua. Ninguém se interessa muito por algo que não foi previamente aguçado corretamente.
Um bom preparo leva o professor  ir além do que ele acha importante o aluno saber e considerar  o que ele realmente precisa saber. Romper com velhos paradigmas é por de lado a velha forma de ensinar, onde só o professor fala e os alunos apenas ouvem. É dar aos alunos motivos para voltarem na próxima aula, ansiosos por mais um dia de aprendizado construídos por todos de forma agradável e com significados para todos.
Levar o aluno a ser um pesquisador da Palavra de Deus é talvez um desafio que poucos professores estejam realmente a fim de assumir.
Por experiência própria digo que isso não é fácil. No ano passado os adolescentes da minha turma de Escola Bíblica Dominical, pediram que ao invés de estudarmos a revista daquele trimestre fizéssemos um estudo de um livro da Bíblia. Pedimos a permissão do Superintendente e do Pastor, que deram o aval, fizemos uma votação e o livro escolhido foi Ester. Passamos ao estudo, e a cada domingo eles traziam um capitulo do livro lido o questionário respondido, curiosidades e dúvidas sobre alguma passagem. Ao final fizemos um debate sobre o livro e vimos um filme sobre “A Rainha Ester”.
Deu certo e eles sugeriram que continuássemos com os estudos, o próximo livro foi Daniel e o modelo foi o mesmo, tarefas para casa com curiosidades e dúvidas. Bom até hoje estamos fazendo estudos e já não usamos a revistinha a um bom tempo, acabamos na semana passada o livro de Hebreus e no próximo trimestre eles pediram o estudo do livro de Jó. Só que estou tendo um grande problema com o outro professor que divide a turma comigo, ele simplesmente sumiu das aulas, sempre com uma desculpa para não aparecer, sinto que pelo trabalho que os estudos exigem, pois precisamos ir além do estudo da Palavra de Deus, precisamos também criar exercícios, dinâmicas e estar atentos as curiosidades e dúvidas dos alunos, já a revistinhas trazia tudo prontinho. Bastava ler um pouquinho antes da aula e pronto.
          
Tarefas Proveitosas

          A lei da preparação prévia constitui a base para se das tarefas para casa. Vamos meditar ligeiramente sobre o valor da tarefa para casa. Há nelas três vantagens.

A tarefa coloca o pensamento em movimento. A tarefa é uma espécie de “aquecimento” mental. O aluno passa a ter um ponto de partida. A tarefa é a base sobre a qual o professor pode “edificar” a lição. O aluno aprende a estudar a Bíblia independentemente. Esse é o principal benefício de uma tarefa bem elaborada. O aluno cria o hábito de não apenas ouvir o ensino da Palavra, mas de estudá-la ele mesmo.
Sendo assim, a única maneira pela qual poderemos levar os outros a se entusiasmarem com a Palavra de Deus é incentivá-los a “explorar” suas verdades por si mesmas.
 Quais as características de uma tarefa bem elaborada?
Em primeiro lugar, ela precisa ser muito criativa, e não apenas uma tarefa para se fazer em casa. Segundo, ela precisa levar o aluno a pensar. Deve conter mais questionamentos do que respostas; deve forçar o aluno a exercitar a mente. Terceiro, temos que dar tarefas plausíveis. Não adianta darmos trabalho que esteja acima da capacidade do aluno.
Estudos mostram que existe uma relação inversamente proporcional entre e previsibilidade de nossos atos e o impacto que podemos causar.
Daí surge uma pergunta. Que tipo de impacto queremos provocar em nossos alunos? Um positivo ou um negativo?
Transformar nossos alunos em pesquisadores da Palavra de Deus é mostrar a eles que nela temos uma fonte inesgotável revelada pelo Espírito Santo e que ler a Bíblia é um exercício prático aplicado a vida e prazeroso pelo resultado que ela produz em nós.
As aulas quando rompem as paredes da sala da aula significa que ela produziu curiosidade e de que alguma forma também causou impacto nos alunos.

Lutando contra o silêncio

O silêncio pode nos trazer a sensação de que não fomos compreendidos e isso pesa muito não só no professor como também nos alunos. O professor ao fazer uma pergunta deve ter a paciência de obter uma resposta e principalmente deve saber estimular a participação dos seus alunos isso é muito importante, quando há trocas entre alunos e entre professor e aluno o aprendizado acontece de forma mais dinâmica. Muitos alunos não querem participar por que não têm confiança em seus próprios conhecimentos e acham que o que vão dizer é bobeira ou não têm nenhum valor.
Estimule-os a procurarem e a exporem o que estão procurando, quando temos a confiança deles temos que levá-los a terem autoconfiança também. A maioria dos alunos esperam receber tudo pronto do professor e alguns até acham que isto é o correto. Quando conquistamos a confiança deles é muito mais fácil alcançar o nosso objetivo de ensiná-los.
Nem sempre o silêncio é útil para a aula. Ele pode ser um sinônimo timidez. Quanto aos alunos que têm receio de participar da aula, temos que fazer duas coisas: Insistir para que participem; E assim que o fizerem demonstrar prazer pela participação deles, temos que mostrar a eles que o conhecimento não vem pronto ele é construído. Por isso é importante desenvolver um relacionamento seguro e um ambiente agradável e de total confiança entre professor e alunos.

Perguntas difíceis

Como agir quando um aluno nos pergunta algo que não sabemos?

A resposta do professor é muito importante. Ele deve elogiar a pergunta, e depois se não souber, o melhor é dizer: “Sua pergunta é ótima, mas ainda não tenho uma resposta para ela. Mas vou tentar estudá-la para responder depois”. Não precisamos tapear ninguém. Não precisamos ter acanhamento de dizer: “Não sei”. E quanto a perguntas perigosas? Acredito que deve ser o ponto forte daqueles que conseguem mais sucessos no trabalho com incrédulos. Sabem responder tais perguntas sem cair na defensiva. O que é captado é principalmente a nossa atitude para com o aluno, e é assim que o ganhamos. Se lhe dermos uma resposta fulminante, provavelmente ele nunca mais perguntará nada, e pode até nem aparecer mais no estudo bíblico.

Como controlar os monopolizadores

O que fazer quando um aluno começa a monopolizar a discussão do assunto, e se mostra resistente ao controle do professor?

Quero sugerir um plano em três etapas. Primeiro, manifestar apreço pela contribuição dele. Segundo, pedir a esse aluno um favor. “Você já observou que há muitas pessoas que não participam do debate? Será que pode ajudar-me a fazer essa gente entrar na discussão? Esse método tem efeito fascinante. Por último, sugerir a ele uma pergunta, bem no meio da aula. Em vez de sufocar a exuberância de o aluno ganhá-lo para o seu lado. Faça do aluno um aliado seu e não um concorrente da atenção na sala de aula. Leve-o a compreender que a participação deve ser de todos e não somente dele e que se ele interromper toda a hora poderá está prejudicando os demais.




A importância de fazer anotações

Precisamos compreender que a maioria das pessoas não se convenceu ainda do quanto é importante fazer anotações na sala de aula, e talvez nem saiba tomar nota da matéria dada.

Um bom modo de ensinar os alunos a fazer anotações é oferecendo-lhes um esboço básico do conteúdo da aula. Depois, à medida que as aulas prosseguem, vamos tornando os esboços cada vez mais resumidos, de forma a obrigá-los a ir acrescentando as informações adicionais. Por esse método, treinamos os alunos para ouvir com inteligência. Ensine-os a anotarem os tópicos importantes que mais tarde servira como esboço para elaborarem seus próprios textos.
  
  
“Todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre”.
Lucas 6.40b.