Diante de violências praticadas contra crianças como a noticiada hoje em todos os jornais, onde um rapaz de apenas 23 anos entra em uma escola do Rio de Janeiro e atira matando 11 crianças indefesas, trago aqui uma pequena parte de minha Monografia que teve como Tema: "A Violência Infantil Como Fruto da Negligência Social e Escolar"
Precisamos urgentemente perceber quão importante são os relacionamentos iniciais estabelecidos no seio familiar e no que eles podem desenvolver para a formação inicial e a colaboração desse jovem na sociedade no que diz respeito a responsabilidades, afeto, compromissos, ética e moral.
Se faz necessário entender que essa violência social não tem apenas uma origem é um fenômeno muito mais complexo.
“Essa violência é amplamente publicitada e tornada banal em cinema, televisão e outras mídias. A aceitação da violência, ao ponto dela ser erotizada e cultuada por certos grupos, aumenta os riscos de desagregação da trama social que caracteriza o atual período de transição da história da civilização ocidental”. (Wilheim, Jorge, 2002, P.64)
Estabelecer um diálogo aberto e afetivo pode resgatar a confiança e promover um convívio de harmonia.
“Se tomarmos essa metáfora na compreensão do comportamento agressivo das crianças, podemos sinalizar a importância do o educador perceber nessa forma de lidar com a realidade um primeiro esforço para compreendê-la. Se quisermos modificar esse comportamento, é importante tentar reconhecer os motivos pelos quais a criança se comportou daquele modo e, a partir desses indicadores, promover mudanças que alterem sua relação com esses indicadores”. (Da Luz, Iza Rodrigues, 2008, p. 202)
Temos perdido crianças para o tráfico, para as ruas, as drogas, abandonadas a própria sorte, para a prostituição, pedofilia, em fim para todas essas formas cruéis de violência tentando achar a quem culpar por essa tragédia social e nos esquecendo de desempenhar o nosso papel, temos negligenciando atos hediondos e aceitado com naturalidade a banalização da vida e dos direitos humanos. Precisamos sair dessa inércia e buscar soluções eficazes que sejam capazes de resgatar nessas crianças novamente a confiança no ser humano e dar a elas a chance de construírem seu futuro.
A escola precisa acabar com essa educação compulsória e assistencialista e ter de fato uma proposta pedagógica de inclusão social com direitos iguais capacitando principalmente para o diálogo, para a reflexão, para a realidade, cheia de significados para quem espera dela a superação das desigualdades. Uma proposta que estimule a conscientização dos direitos e promova o respeito mútuo e a tolerância.
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